sábado, 22 de janeiro de 2011

Revolução na Educação pelo Futebol (parte 3)

Estudando a matéria para melhorar o texto revolucionário, descobri algumas coisas bastante curiosas:
  1. A profissão é Atleta Profissional de Futebol, segundo a Lei nº 6.354, de 2 de setembro de 1976;
  2. O Ministério do Trabalho e Emprego mantem atualizada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) que "tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares." - do site;
  3. "Todo ex-atleta profissional de futebol que tenha exercido a profissão durante 3 (três) anos consecutivos ou 5 (cinco) anos alternados, será considerado, para efeito de trabalho, monitor de futebol." - Art. 27 da supracitada lei.
    1. Uma espécie de Plano de Carreira com vistas a aposentadoria?
    2. Mas a ocupação "monitor de futebol" não consta da CBO, sendo as que mais se aproximam  são:
      1. "Inspetores de alunos" (requer ensino fundamental);
      2. "Recreadores" (requer-se escolaridade mínima de ensino médio); e
      3. "Professores de nível médio no ensino profissionalizante" (requer-se ensino médio ou cursos técnicos (nível médio), acompanhados de formação continuada, seja por meio de frequência a cursos de qualificação básicos até duzentas horas, ou a cursos de atualização e especialização. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de prática).
      4. No meu entendimento, a lei está sendo incoerente com  a formação necessária para um educador, papel desempenhado pelo monitor em qualquer área.
  4. Nos próximos dias, estarei estudando a Lei Pelé (Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998), a fim de concluir com uma proposta de regulamentação da profissão de Atleta Profissional de Futebol, necessária para Revolução na Educação Brasileira.
Em tudo que já li, venho a concordar com o Mestre Shang:
"Quando alguém tem de observar dez regras, há confusão; quando tem apenas uma para observar, há ordem. Quando a lei é estabelecida, os que apreciam as ocupações parasitárias perecem."- O Livro de Mestre Shang, traduzido por Vivian do Amaral Nunes. São Paulo, 2004.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Revolução na Educação pelo Futebol (parte 2)

Quantos jovens de 10 a 15 anos sonham em ser jogador de futebol?
Desses, quantos seguiram sonhando durante a faculdade de Educação Física?
Desses, quantos tiveram oportunidade, após formado, do "PRIMEIRO EMPREGO" ser jogador profissional de futebol?
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Se jogador de futebol é uma profissão, podemos concluir que:
  1. É baseada na exploração de menores, que são obrigados a optar pela "profissão" ou pela educação;
  2. Os que optaram pela educação, mesmo que associada à atividade, nunca terá a oportunidade do "PRIMEIRO EMPREGO"; e
  3. A supervalorização dos jogadores profissionais (embora, visivelmente, tratados como amadores) torna os agentes, olheiros, técnicos (quase) corruptores de menores.
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A Revolução na Educação só será possível se o SUCESSO estiver associado à EDUCAÇÃO, como há muito tempo atrás, salvo melhor lembrança, todos queriam ser "Doutor".
Para isso, todas "PROFISSÕES" (dentista, advogado, jogador de futebol, modelo, político ...) deveriam ser regulamentadas pelo estabelecimento de níveis de escolaridade, afinal de contas para ser GARI, a Prefeitura do Rio de Janeiro exige Ensino Médio Completo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Revolução na Educação pelo Futebol (parte 1)

Atualmente, discute-se muito sobre educação no Brasil. A maioria concorda que a educação é uma solução definitiva, mas discordam nas fórmulas de implementação.
A discussão ocorre em vários níveis: desde a frequência escolar das crianças durante o ensino fundamental até o acesso ao ensino superior.
Excluindo-se Paulo Freire, pouco se avaliou ou estudou a educação brasileira por ela. Normalmente, copia-se soluções estrangeiras, sem o devido cuidado cultural, histórico ou simplesmente social.
Agora a ideia da vez são as escolas técnicas, que, no Sudeste, têm ótima aplicação, mas no Norte?

A outra preocupação dos brasileiros é o nível do futebol brasileiro, dos jogadores, dos campeonatos. Como segurar os jovens talentos nos clubes (falidos) do Brasil?
Da mesma forma que a educação muitas ideias, poucas soluções.

Então surgiu a minha ideia: unir a paixão nacional à educação. De que forma?
Qual é a sua profissão? Jogador de Futebol
Como você se preparou para exercê-la? Fiz um Curso de Ensino Superior
    Muitos dirão: "Excelente, mas como impedir que Ronaldinhos, Neimars sejam contratados, mesmo sem qualquer escolaridade?"
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    É claro que uma revolução no Brasil só pode ser feita "Passo a passo", como a volta da democracia. Por isso a Revolução Comunista não deu certo no Brasil: luta de classes + armas. Somos pela paz.
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    Minha proposta começa estabelecendo as regras de profissionalização - Não sei o que está escrito na Lei Pelé, mas deveria ter:
    1. carteira de trabalho para jogador de futebol para que os clubes a assinassem, dando direitos ao cidadão, mesmo que não fosse bem sucedido na profissão, uma aposentadoria.
    2. do item anterior já se deduz que só teríamos profissionais com maioridade jurídica. Aqui surge o primeiro problema, os clubes estrangeiros vem buscar os jovens, então me permito tratar do assunto mais tarde...
    3. regras de transição para não excluírmos os jovens marginalizados pela sociedade, teríamos:
      1. até o 4º ano da lei, para todos os atletas regularizarem seus estudos até o 5º ano do ensino fundamental.
      2. até o 10º ano da lei, para todos os atletas regularizarem seus estudos até o 9º ano do ensino fundamental.
      3. até o 15º ano da lei, para todos os atletas regularizarem seus estudos até o 3º ano do ensino médio.
      4. até o 23º ano da lei, para todos os atletas apresentarem seus diplomas de bacharéis do ensino superior.