sábado, 11 de dezembro de 2010

Revolução na Educação pelo Futebol (parte 2)

Quantos jovens de 10 a 15 anos sonham em ser jogador de futebol?
Desses, quantos seguiram sonhando durante a faculdade de Educação Física?
Desses, quantos tiveram oportunidade, após formado, do "PRIMEIRO EMPREGO" ser jogador profissional de futebol?
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Se jogador de futebol é uma profissão, podemos concluir que:
  1. É baseada na exploração de menores, que são obrigados a optar pela "profissão" ou pela educação;
  2. Os que optaram pela educação, mesmo que associada à atividade, nunca terá a oportunidade do "PRIMEIRO EMPREGO"; e
  3. A supervalorização dos jogadores profissionais (embora, visivelmente, tratados como amadores) torna os agentes, olheiros, técnicos (quase) corruptores de menores.
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A Revolução na Educação só será possível se o SUCESSO estiver associado à EDUCAÇÃO, como há muito tempo atrás, salvo melhor lembrança, todos queriam ser "Doutor".
Para isso, todas "PROFISSÕES" (dentista, advogado, jogador de futebol, modelo, político ...) deveriam ser regulamentadas pelo estabelecimento de níveis de escolaridade, afinal de contas para ser GARI, a Prefeitura do Rio de Janeiro exige Ensino Médio Completo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Revolução na Educação pelo Futebol (parte 1)

Atualmente, discute-se muito sobre educação no Brasil. A maioria concorda que a educação é uma solução definitiva, mas discordam nas fórmulas de implementação.
A discussão ocorre em vários níveis: desde a frequência escolar das crianças durante o ensino fundamental até o acesso ao ensino superior.
Excluindo-se Paulo Freire, pouco se avaliou ou estudou a educação brasileira por ela. Normalmente, copia-se soluções estrangeiras, sem o devido cuidado cultural, histórico ou simplesmente social.
Agora a ideia da vez são as escolas técnicas, que, no Sudeste, têm ótima aplicação, mas no Norte?

A outra preocupação dos brasileiros é o nível do futebol brasileiro, dos jogadores, dos campeonatos. Como segurar os jovens talentos nos clubes (falidos) do Brasil?
Da mesma forma que a educação muitas ideias, poucas soluções.

Então surgiu a minha ideia: unir a paixão nacional à educação. De que forma?
Qual é a sua profissão? Jogador de Futebol
Como você se preparou para exercê-la? Fiz um Curso de Ensino Superior
    Muitos dirão: "Excelente, mas como impedir que Ronaldinhos, Neimars sejam contratados, mesmo sem qualquer escolaridade?"
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    É claro que uma revolução no Brasil só pode ser feita "Passo a passo", como a volta da democracia. Por isso a Revolução Comunista não deu certo no Brasil: luta de classes + armas. Somos pela paz.
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    Minha proposta começa estabelecendo as regras de profissionalização - Não sei o que está escrito na Lei Pelé, mas deveria ter:
    1. carteira de trabalho para jogador de futebol para que os clubes a assinassem, dando direitos ao cidadão, mesmo que não fosse bem sucedido na profissão, uma aposentadoria.
    2. do item anterior já se deduz que só teríamos profissionais com maioridade jurídica. Aqui surge o primeiro problema, os clubes estrangeiros vem buscar os jovens, então me permito tratar do assunto mais tarde...
    3. regras de transição para não excluírmos os jovens marginalizados pela sociedade, teríamos:
      1. até o 4º ano da lei, para todos os atletas regularizarem seus estudos até o 5º ano do ensino fundamental.
      2. até o 10º ano da lei, para todos os atletas regularizarem seus estudos até o 9º ano do ensino fundamental.
      3. até o 15º ano da lei, para todos os atletas regularizarem seus estudos até o 3º ano do ensino médio.
      4. até o 23º ano da lei, para todos os atletas apresentarem seus diplomas de bacharéis do ensino superior.

    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    "Paiz" e "Choque de ordem"

    A primeira vez que eu ouvi a expressão "choque de ordem" foi no jornal noturno de um domingo ensolarado, onde o reporter na TV mostrava inúmeros veículos sendo rebocados por que estava estacionado em local não autorizado, prejudicando a circulação do trânsito na avenida costeira à praia. De imediato aplaudi a ação, pois era um absurdo filas de carros estacionados (às vezes triplas) que, a partir das 9h da manhã, imobilizavam o trânsito na praia e nas vias expressas.
    Algum tempo depois, percebi que a repressão continuava, mas soluções não eram apresentadas. Não se via projetos de estacionamentos, de linhas de transporte público regulares ou, pelo menos, campanhas promovendo eventos alternativos, incentivos ao transporte solidário...
    Atualmente, começo a imaginar o lado obscuro do "choque":

    1. Máfias de reboques;
    2. Aumento de arrecadação por multas; ou
    3. Apenas repressão, por que o bairro do prefeito estava desconfortável.
    Talvez quem precise de "choque de ordem" sejam os órgãos públicos:
    1. Dia de chuva, "cadê" os guardas municipais?
    2. Burocracia e desinformação nas vistorias do Detran. Quem nunca se aborreceu com uma exigência surpresa?
    3. Licitação de ônibus por área? Como? Cada empresa decidirá seu itinerário? Onde devo esperar o próximo ônibus?
    4. Calçada é responsabilidade do morador fronteiriço. Como? No condomínio, área comum é responsabilidade do síndico. Na cidade, área comum é responsabilidade de quem?
    5. As lixeiras são sempre instaladas longe dos pontos de ônibus e escolas. Quando danificadas, nunca são repostas. Assim, como as crianças vão aprender a jogar o lixo na lixeira, se não as acham?
    Nossos antepassados foram sábios: "Ordem e Progresso", sem um, não há o outro. Precisamos aplicar o "choque de ordem" na administração pública, afinal quem paga seus salários?