quarta-feira, 21 de março de 2012

Transporte escolar e passe estudantil

O Código Brasileiro de Trânsito estabelece diversas regras para habilitar veículos e condutores para realização do transporte escolar, dentre elas, destaco algumas:
1) inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança;
2) cintos de segurança em número igual à lotação; e
3) aprovação em curso especializado, nos termos da regulamentação do CONTRAN.

Além dessas regras, o Município do Rio de Janeiro aplica mais exigências, conforme informa o Sindicato das Empresas de Transporte Escolar do Estado do RJ <http://www.sinterj-escolar.com.br/legislacao.htm>.

Quem faz uso desse serviço em empresa regular pode sentir-se tranquilo nos deslocamentos de seus filhos entre a residência e a escola, embora, provavelmente, estará pagando "caro". Entretanto grande parte da população carioca não possui condições financeiras para, também, proporcionar essa segurança a seus filhos.

O Estado do RJ resolveu parte do problema garantindo em lei a gratuidade aos estudantes da rede pública nos transportes coletivos <http://www.setrerj.org.br/legislacao/LEI_N3339_29DEZ99.pdf>. No entanto, como dito, resolve apenas parte do problema, pois os transportes coletivos não são obrigados ao cumprimento das regras para o transporte escolar, ou seja, não há qualquer segurança para as crianças. A insegurança fica assustadora quando as crianças da educação infantil misturadas aos maiores também fazem uso desse meio de transporte.

Os pais mais zelosos e disponíveis acompanham seus filhos nos deslocamentos residência-escola-residência, voltando, então, as dificuldades financeiras, cujas soluções são estapafúrdias para não dizer temerárias: crianças arrastando-se por debaixo das roletas, entrando por portas traseiras, enquanto os pais utilizam-se dos passes estudantis de seus filhos. As demais crianças são acompanhadas por outras crianças, fato que dispensa qualquer comentário.

Então, para que serve o passe estudantil, se apenas resolve problema dos pais?
Como proporcionar transporte escolar público?
Já dispensou um tempo para observar a entrada ou saída das crianças nas escolas públicas e privadas?

domingo, 18 de março de 2012

Voltando às atividades


Soube que algumas pessoas achavam que eu mantinha esse blog, apenas para ocupar o tempo livre. Outros diziam que estava desocupado, por isso escrevia este blog, mas logo, logo o trabalho diário daria fim a essa "brincadeira". A minha versão trata apenas da descoberta de uma ferramenta para expor ideias, no meu caso específico: palpites :) Além disso, suprir minha paixão por debates. A grande verdade é que, lembrando Heráclito (um recém conhecido), graças aos debates, aos conflitos conceituais, aos questionamentos, aos porquês, cresci como homem, marido, pai, aluno e profissional.
Andava sem palpites, inseguro das minhas afirmações, mas lembrei que eram apenas palpites, então voltamos a ativa.
Se você possuir uma conta google (provavelmente a tem, por possuir um celular android), não deixe de postar seus comentários, pois são das discussões que surgem as soluções.
Forte abraço a todos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Interpersonal relationship Grad - ItG

Há algum tempo, por força de cargo, semestralmente, realizava a avaliação de quase uma centena de subordinados com atribuições regulamentadas em normas da empresa. Essas avaliações observavam parâmetros pré-estabelecidos, mesmo assim, nessas ocasiões, preocupava-me que minha percepção sobre cada pessoa prejudicasse a atribuição de uma nota justa.
Em um curso de Pós-graduação patrocinado pela empresa, os alunos são obrigados a preencher um formulário-modelo para avaliar a participação dos demais colegas nos trabalhos de grupo. À primeira vista, um procedimento simples para quem está habituado a avaliar outras pessoas, entretanto o sistema de ItG escondia algumas armadilhas:
1) a divisão das tarefas não era equitativa;
2) as atribuições não eram regulamentadas;
3) as afinidades pessoais tinham grande relevância;
4) a concorrência por classificação influia na avaliação entre alunos;
5) avaliação de um aluno ausente ou pouco participativo tinha o mesmo peso dos demais;
6) os parâmetros eram qualitativos (pessoais) e não quantificáveis;
7) entre outras, desperta a desconfiança e aprofunda inimizades.

Mas qual seria a fórmula ideal?
Nem toda Filosofia do mundo conseguiria responder, vejam o problema que o Ministério da Educação enfrenta com o ENEM.
Porém, uma coisa aprendi naquele curso: "não existem respostas certas e sim perguntas certas, pois fazer as perguntas corretas é melhor que ter uma solução". Então, vamos tentar algumas questões:
1) por que os alunos precisam de uma nota individual em um trabalho em grupo?
2) para que classificá-los em um curso de habilitação?
3) qual seria a diferença entre o "sexto" e o "último", por exemplo?
4) quem define qual é o melhor trabalho?
5) deinteresse individual nos trabalhos em grupo redundaria em reprovação?
6) que critérios (quantificáveis) para se avaliar uma participação?
7) o que seria mais importante: participação ou avaliação?
Na minha opinião, se uma nota individual é indispensável somente um avaliador externo ao grupo poderia "comparar" as participações.
8) No entanto, qual seria a contribuição de um participante forçado e desinteressado no resultado do trabalho do grupo?
9) Existiria a possibilidade do trabalho ser prejudicado pelas concorrências individuais?
10) então, qual é o benefício que a empresa recebe da classificação de seus funcionários em curso obrigatório?