Depois de muito ler e ouvir sobre a inépcia da oposição diante dos desmandos na gestão do PT, consegui elaborar uma teoria.
Busquei identificar diferenças entre PSDB e PT, porém, tirando a legenda, encontrei mais semelhanças:
1) ambos se intitulam social-democratas;
2) ambos se intitulam esquerdistas, apesar de já terem sido governo; e
3) claro, o ódio mútuo e contra a ditadura.
Desde o primeiro mandato LuLa, percebi mais semelhanças que diferenças entre as gestões PT e PSDB:
1) ambos eleitos em coligações pulverizadas em pequenos partidos;
2) ambos mantiveram PMDB na base do governo para garantir maioria no congresso;
3) ambos negociaram cargos com parlamentares para manter apoio político; e
4) ambos supervalorizam eleições paulistanas.
Então, vamos a minha teoria.
Após eleito, PT precisava mostrar que, além de ser um grande partido, poderia governar o país sem afundá-lo. Copiou o "modelo" do PSDB, inclusive as tais falcatruas, dentre elas o famigerado "mensalão".
Para evitar o risco de serem denunciados pelos criadores do "modelo", montaram um dossiê, a partir dos documentos oficiais que passaram a ter acesso por ser governo. Provavelmente esse dossiê levaria muitos a cadeia.
Temendo tal dossiê, o PSDB apequenou-se e com ele a oposição. O PT venceu. Entretanto, o PTB, antiquíssimo aliado do PSDB, entrou no governo do PT, participou do "modelo" e percebeu que poderia ter mais. Tentou negociar, não conseguiu, então revelou o "modelo".
O PSDB, mesmo com julgamento do mensalão, não se reergueu como oposição, porque usou do mesmo "modelo" e teme julgamento semelhante. Então a oposição se esconde.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Descobri onde a oposição se esconde
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Eu quero participar da política brasileira
"Brasil terá mais alguns milhares de vereadores nas eleições municipais".
A imprensa popular apresenta este fato como ruim, porque não há uma justificativa razoável e que alguns municípios nem teriam arrecadação suficiente para arcar com esse custo adicional. Então o aumento, apesar de toda sensatez apontar pela diminuição, é atribuído à ganância dos parlamentares (políticos em geral) que decidiram a revelia da lógica e em proveito próprio.
A primeira resposta que emerge de nossos corações é: "isso não está correto, não deveria ser assim", "isso é um absurdo, como permitem?", mas ninguém reflete os porquês, apenas culpa a natureza humana dos políticos ruins. Enquanto isso, uma campanha silenciosa (digo assim, pois ainda não ganhou publicidade) tem corrido pelas redes sociais, numa tentativa de conscientizar a sociedade sobre a origem da corrupção. Nessa campanha, pessoas da própria sociedade demonstram várias atitudes corriqueiras, mas de natureza corrupta, nos levando a crer que os políticos são ruins porque são parcela da sociedade que é formada por pessoas ruins.
Apesar de toda lógica dizer que não há solução para esse "povo" brasileiro que sempre quer tirar vantagem em tudo, eu acredito que as pessoas querendo fazer "o certo" são a maioria, embora estejam desacreditadas na capacidade de transformação e melhoria da política brasileira.
Eu, pelo contrário, acredito na política e que as grandes decisões políticas boas ou ruins mudaram a história da humanidade. Também acredito na insatisfação humana com a rotina que levou a humanidade à Lua.
Então eu decidi que gosto de política porque quero participar da história da humanidade, estar além do "papel de parede", porque quero contribuir para o movimento ao futuro, estar além da plateia, porque acredito que, se fizer o certo, o errado não terá espaço.
Não quero ser um analfabeto político.
Então eu digo: que quero participar da política brasileira.
A imprensa popular apresenta este fato como ruim, porque não há uma justificativa razoável e que alguns municípios nem teriam arrecadação suficiente para arcar com esse custo adicional. Então o aumento, apesar de toda sensatez apontar pela diminuição, é atribuído à ganância dos parlamentares (políticos em geral) que decidiram a revelia da lógica e em proveito próprio.
A primeira resposta que emerge de nossos corações é: "isso não está correto, não deveria ser assim", "isso é um absurdo, como permitem?", mas ninguém reflete os porquês, apenas culpa a natureza humana dos políticos ruins. Enquanto isso, uma campanha silenciosa (digo assim, pois ainda não ganhou publicidade) tem corrido pelas redes sociais, numa tentativa de conscientizar a sociedade sobre a origem da corrupção. Nessa campanha, pessoas da própria sociedade demonstram várias atitudes corriqueiras, mas de natureza corrupta, nos levando a crer que os políticos são ruins porque são parcela da sociedade que é formada por pessoas ruins.
Apesar de toda lógica dizer que não há solução para esse "povo" brasileiro que sempre quer tirar vantagem em tudo, eu acredito que as pessoas querendo fazer "o certo" são a maioria, embora estejam desacreditadas na capacidade de transformação e melhoria da política brasileira.
Eu, pelo contrário, acredito na política e que as grandes decisões políticas boas ou ruins mudaram a história da humanidade. Também acredito na insatisfação humana com a rotina que levou a humanidade à Lua.
Então eu decidi que gosto de política porque quero participar da história da humanidade, estar além do "papel de parede", porque quero contribuir para o movimento ao futuro, estar além da plateia, porque acredito que, se fizer o certo, o errado não terá espaço.
Não quero ser um analfabeto político.
Então eu digo: que quero participar da política brasileira.
sábado, 12 de maio de 2012
Por que parlamentares são assalariados?
Foi uma questão que me atormentou durante meses. Cheguei a sondar alguns parlamentares, bem renomados Chico Alencar (PSOL), Roberto Freire (PPS) e Cristovam Buarque (PDT), mas não tive coragem para questioná-los diretamente.
Comecei, então, a pesquisar, quando descobri os seguintes trechos na Constituição Federal, nos quais fiz questão de destacar algumas partes:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº 2.135-4)§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:VII - fixar idêntica remuneração para os Deputados Federais e os Senadores, em cada legislatura, para a subseqüente, observado o que dispõem os arts. 150, II, 153, III, e 153, § 2o, I;
Emprego dos sonhos: remuneração determinada pela Constituição Federal e fixada pelos próprios detentores do cargo. Imagine se você pudesse decidir o seu próprio salário.
Entretanto, não descobri os motivos dessa honraria. Caso semelhante de representação temos nas associações de moradores e condomínios, onde cada assembleia decide o valor justo, sendo que, na maioria, resolve-se pela simples isenção da cota exigida de todos. No meu condomínio, por exemplo, ninguém queria ser síndico, então estipulamos a isenção da cota para estimular voluntários (deu certo!).
Descobri, bem recentemente, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (http://www.mcce.org.br) que deu origem ao Projeto da Lei da Ficha Limpa. Atualmente, estão trabalhando em uma Proposta de Reforma Política bem ambiciosa, visto que, na minha opinião, tornará a democracia realmente acessível ao povo.
Sugeri a eles, que aproveitassem o "gancho", onde os próprios parlamentares votaram pelo
fim dos 14º e 15º salários (talvez, para reduzir a exposição de tamanho absurdo), e priorizassem a campanha para tornar obrigatório um
plebiscito ou referendo popular que julgaria a necessidade de aumento dos salários e
benefícios dos parlamentares, ministros de Estado, Presidente da
República e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, ou seja, expurgar o inciso VII do Art. 49 e todos os similares da Constituição Federal, conquistando, desta forma, item a item da Reforma Política por eles concebida.
Afinal, sopa quente se toma pelas beiradas. :)
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