sábado, 27 de junho de 2020

Política militar

Segundo Clausewitz, "a guerra é a continuação da política por outros meios".
A introdução do livro Construtores da Estratégia Moderna, uma referência na bibliografia dos Cursos de Estado-Maior, relaciona diretamente, em cinco trechos, as expressões política e militar como indissociáveis.
A derrota americana na Guerra Vietnã é atribuída ao menosprezo dos estrategistas no emprego total da teoria de Clausewitz, deixando a expressão militar entregue ao massacre opinativo da imprensa.
Após a Primeira Guerra Mundial e queda das últimas monarquias européias, consolidou-se ideologias como motivação primeira para a guerra: liberdade, democracia, xaria ..., embora historiadores tentam demonstrar motivações econômicas, como se a Guerra do Iraque fosse um subterfúgio para que os EUA controlassem a produção de petróleo naquela região, são as ideologias que as justificam externamente.
Com a ausência das alianças dinásticas ou dívidas de honra entre monarcas, as alianças políticas, econômicas e militares adotaram os interesses ideológicos como referenciais. Desta forma, todo o planejamento e aparelhamento das Forças Armadas nacionais consideram a ideologia dominante sob pena de ser substituída por uma milícia armada.
No Brasil, todos os documentos militares são orientados pela Estratégia Nacional de Defesa e pela Política Nacional de Defesa, documentos estes elaborados e aprovados por políticos.

Então, por que profissionais da guerra se auto-censuram no debate político? Por que os militares se apressam em declarar isentismo político tendo como farol de planejamento documentos essencialmente políticos? Por que os militares exigem a transferência para a reserva dos militares que assumiram suas convicções políticas em um mandato eletivo?

O debate cultural coloca a discussão política no mais inferior dos níveis de cultura humana, ou seja, discutir política é o nível mais ordinário de uma sociedade. Dito assim, para afastar o debate político de seus círculos, os militares deveriam investir em seu aprofundamento cultural. Repare que o termo usado foi aprofundamento e não ampliação, justamente, para fugir do resultado atual: conhecimento com a abrangência de um oceano, mas com a profundidade de uma gilete deitada.
Proteger a hierarquia e a disciplina da influência de ideologias má intencionadas por meio da simples proibição do debate político é negar a própria natureza política de sua profissão. Correm o risco de desconhecer a origem de ideais como desarmamento civil (evitar insurgências sob tiranias), desenvolvimento econômico dependente de projetos estatais (keynes, fascismo e nazismo) e teoria geopolítica Eurasiana, tornando-se marionetes perigosas.
Se os militares entendessem Clausewitz, perceberiam que não há como manter-se a parte da política e que discutir política é o básico da humanidade. A única maneira de evitar guerras injustas é descobrindo a origem das ideias e dos ideais políticos aos quais são subordinados.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A segurança do Papa

Todos já sabem que o Papa Francisco é um Chefe de Estado (Vaticano) que, por este motivo, recebe honrarias, desperta preocupações com sua segurança e incita motivações políticas.
Seria confortável a cada Chefe carregar sua própria segurança, pois nela ele pode confiar, entretanto, em relações internacionais, seria uma grande demonstração de desconfiança para com o Estado visitado. Imagine se seu vizinho levasse um guarda-costas todas às vezes que o visitasse; um troglodita interposto entre vocês e ouvindo toda a conversa!
Tanto Bush como Obama tentaram trazer seus serviços de inteligência e segurança em suas visitas ao Brasil, mas, por uma questão de soberania nacional, isto nunca foi autorizada. De forma que nossos serviços de segurança (polícia e Forças Armadas) eram acionados, demandando recursos públicos, por vezes vultosos, dependendo do medo do referido Chefe de Estado.
Acima da demonstração de humildade e singeleza do Papa Francisco, precisamos perceber o respeito e confiança que ele depositou em nossos governantes e serviços de segurança.
Seja bem vindo Papa Francisco.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Coragem


Não é a grandeza de nossa fé que remove montanhas, mas nossa fé na grandeza de Deus.

É dele que recebemos a luz que nos ilumina e nos ajuda a ver o grande poder que existe dentro de cada um de nós.

Talvez o nosso maior obstáculo seja justamente a falta de fé em nós mesmos. De fato, se acreditarmos que não podemos conseguir algo, realmente seremos derrotados. Pelo contrário, se acreditarmos e perseverarmos na luta para obter o que desejamos, seremos vitoriosos. Não há barreiras para uma pessoa que age com fé em Deus, com determinação e perseverança.

Você é um convidado da vida e não um intruso no mundo. Faça o que estiver ao seu alcance para torná-lo mais belo e prazeroso.

Um pequenino gesto, uma simples ação, pode elevar o entusiasmo de quem está desanimado, reanimar aquele que está desiludido. Um simples aperto de mão confiante faz renascer, por a vezes, coragem de quem estava por fraquejar.
Dê ao mundo o melhor de si e você terá o melhor dele.

Padre Marcelo Rossi.